Pais pobres, filhos pobres. Pais ricos, filhos ricos.

Esse é o Brasil que vivemos, mas é o Brasil que queremos?

O Brasil tem uma das maiores elasticidades de renda intergeracional do mundo, como o gráfico da foto mostra.

Fonte: http://inequality.stanford.edu/sites/default/files/Pathways-SOTU-2016-Economic-Mobility-3.pdf

O que isso significa?

Que a maior a parte dos brasileiros que nasceram pobres, independente do quanto se esforcem e sejam competentes, não conseguirão melhorar significativamente suas condições de vida. E o mesmo vale para os filhos dos mais ricos, que independente do que façam (ou do que não façam) seguirão sendo ricos e cercados de privilégios.

Mas principalmente, significa que acabar com privilégios e distribuir oportunidades deve ser o objetivo central de qualquer governo e política pública que queira transformar o Brasil em um país melhor e mais justo para seus cidadãos.

Um objetivo que é central para o Acredito e que parece esquecido por boa parte da nossa elite política, empresarial e intelectual que se beneficia diretamente dessa realidade.

Como já cantava a banda As Meninas em 1999:

“Analisando essa cadeia hereditária

Quero me livrar Dessa situação precária…

Onde o rico cada vez fica mais rico

E o pobre cada vez fica mais pobre

E o motivo todo mundo já conhece

É que o de cima sobe

E o de baixo desce”

Esse texto reflete uma opinião pessoal e não a opinião oficial do movimento sobre o assunto. Somos um movimento plural, capaz de acolher diversas de visões.

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